MOMENTOS

O dia era chuvoso e o clima levemente frio. No ar o cheiro da terra molhada se misturava ao aroma do café que ele acabara de fazer. Como de costume, pegou uma xícara do café e caminhou em direção à rede que se encontrava pendurada em um canto da varanda. Tudo indicava que aquele seria um dia comum, mas algo lhe chamou a atenção antes que pudesse chegar à rede. Era um casaco pendurado no encosto de uma das cadeiras. Um casaco fino, tipicamente feminino. Tomou-o pelas mãos e levou ao rosto como se quisesse sentir o perfume da pessoa que outrora o estava usando. De imediato reconheceu o perfume. Percebeu também que seu coração naquele momento batia mais rápido e sua mente passeava por lembranças das quais ele desejava nunca esquecer. Alguns minutos se passaram e ele continuou ali, abraçado àquele casaco como quem abraça a pessoa amada, até que uma ligação recebida interrompeu o momento mágico. O nome mostrado no identificador o fez sentir o frio com mais intensidade. Percebeu que não tinha escolha e atendeu ao telefone dizendo: - Oi, meu amor...
***Carol, seu método do "dedão doendo" ajuda pra caramba! ***Calma pessoal, hoje foi só um teste, não pretendo escrever assim sempre!
- Postado por: Rafael M. Oliveira às 00h30
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DICA PARA 2007

Psiu... Psiu... Psiu... É com você mesmo! Está sozinho (a) agora? Não perca seu tempo lendo esse texto caso esteja acompanhado (a), ele requer um sacrifício que geralmente não fazemos em público. Vai continuar lendo? Ok, então retire sua máscara! Deixe que a verdadeira pessoa que existe dentro de você assuma o controle das emoções, aqui não vamos precisar do "rosto" com o qual você desfila lá fora. Máscara retirada? Então vamos ao que interessa: com certeza você já percebeu que o ano está acabando, portanto é possível que já esteja fazendo seus planos para 2007, afinal, todo fim implica em um recomeço, que por sua vez implica em "novas" esperanças, promessas e planos. Diante disso, venho propor algo diferente esse ano. A idéia chama-se Introspecção. Você já conhece? De acordo com o Dicionário Luft, introspecção significa exame que se faz de si mesmo. E vamos prosseguir da seguinte forma: eu faço as perguntas, e você responde para você mesmo - por isso pedi que retirasse sua máscara, mentir agora não resolve nada, não é a mim que você estará enganando - podemos começar? Vamos lá...
-Você foi leal aos teus amigos em todos os momentos? -Encontrou forças todos os dias para manter-se fiel aos teus princípios? -Quantas vezes neste ano, você disse aos teus pais que os amava de verdade? -Foi capaz de retribuir às ofensas com educação e respeito? -Fez alguma boa ação sem esperar gratificação por ela? -Dedicou parte do seu tempo para ajudar um amigo com problemas? -Perdoou quem o havia machucado? -Pediu perdão a quem você um dia machucou? -Teve uma oportunidade de vingar-se de alguém, mas optou por não fazê-lo? Pronto! Tendo em vista que hoje foi apenas uma experiência optei por não forçar a barra com perguntas pesadas. Agora peço que reflita sobre suas respostas (antes de recolocar a máscara) e me responda se você foi uma boa pessoa este ano. Se a resposta for NÃO, leve isso em consideração quando voltar a fazer seus planos. Se a resposta for SIM, deixo aqui um apelo: passe isso adiante! Por hoje é o bastante, desejo a todos vocês muita saúde neste próximo ano (apenas isso), pois com saúde somos capazes de correr atrás de todas as outras coisas. Abraços...
- Postado por: Rafael M. Oliveira às 00h54
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CARTA DE NATAL

Prezado Papai Noel, após muitos anos sem me corresponder com você, decidi hoje reatar nossos laços de amizade, e desde já confesso que o faço por puro interesse. Quero presente esse ano! Por favor, veja a lista a seguir e tome as devidas providências para atendê-la o mais breve possível. -Quero que todas as pessoas tenham condições de colocar comida em suas mesas. Não suporto a idéia de ver tantas famílias fazendo um banquete digno dos Deuses enquanto há tantas outras que não têm sequer um pedaço de pão para amenizar a fome. -Preciso também que este natal seja de uma temperatura agradável. Se não for possível, traga-me então infinitos cobertores, para que eu possa doá-los a todos os que dormem nas calçadas ou debaixo das pontes, pois embora o frio nos pareça inofensivo agora, com certeza é insuportável para os que vivem lá fora. -Não esqueça de cortar o sinal do SBT durante seus comerciais matinais, pois com certeza não há dor igual àquela sentida pelos pais desempregados quando vêem seus filhos apontando para a TV dizendo: "papai, eu quero aquele brinquedo". -Recrute também alguns duendes, e traga-os para ajudar na construção de mais escolas e faculdades, principalmente perto das favelas, pois as Pessoas que moram lá precisam ter uma segunda opção de vida além do crime organizado. -Traga-me bons advogados e juízes. Meu coração dói quando lembro que existem inocentes passando o natal longe de suas famílias por causa dos erros cometidos pela justiça dos Homens. Enquanto isso, os verdadeiros culpados estão soltos, rindo de nossas caras, se divertindo, ou até mesmo cometendo novos crimes. -Para mim, traga uma máquina de tele-transporte. O natal é muito solitário aqui em casa, por isso eu gostaria de visitar todas as pessoas que amo neste dia, poder abraçá-las e dizer olhando em seus olhos o quanto são importantes pra mim. Aliás, acho que muitas pessoas também gostariam desta máquina, portanto, traga várias em seu saco mágico. Sabe Papai Noel, na verdade tudo isso que pedi são sonhos (im)possíveis de realizadar, eu sei! Portanto eu ficaria igualmente feliz se você trouxesse apenas a PAZ para todos os corações deste mundo. Do jeito que as coisas estão por aqui, não é loucura dizer que logo você deixará de receber as tradicionais cartas pedindo brinquedos e passará a receber pedidos de resgate, referentes ao seqüestro de suas amadas renas! Sem mais para o momento. Desejo-lhe um feliz natal e obrigado pela atenção.
- Postado por: Rafael M. Oliveira às 18h29
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O QUE EU FAÇO?

Depois de passar alguns dias fora de casa por causa do vestibular, decidi que hoje voltaria a seguir minha rotina diária, e que se resume em ficar o tempo todo mergulhado nas apostilas do cursinho me preparando para as próximas provas, [UFSCar e Fuvest (2ª fase)]. Confesso que por muito tempo adorei fazer isso, e com certeza ainda adoro. Biologia molecular, Fisico-química, Química orgânica e todas as outras matérias compreendidas entre exatas e biológicas fazem meu coração vibrar de emoção a cada tópico abordado, (peço perdão aos estudantes das Ciências Humanas, pois minha intenção não é a de minimizar esta área, mas sim de deixar claro que POR ENQUANTO não tenho inclinação para ela). O problema é que todo este conhecimento assimilado - e recentemente mal empregado - está me deixando vazio! Sim, vazio mesmo! Meus sentimentos e desejos foram deixados de lado em benefício dos vestibulares. Há tempos não leio um livro sem que este esteja vinculado às malditas provas de final de ano. Até mesmo o xadrez ficou perdido em algum lugar no tempo; minha última partida oficial foi há quase um ano e meio! (Jogos Regionais de 2005). Creio que se tudo continuar como está, logo serei igual àquelas apostilas encima da minha mesa: cheias de conhecimento, mas desprovidas de calor humano, um objeto frio e sem nenhum resquício de sentimentos. Tenho medo disso...
- Postado por: Rafael M. Oliveira às 01h03
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RESENHA SOBRE O AMOR

Em primeiro lugar digo que o amor não nasce no momento em que encontramos a "pessoa certa", pois este amor já existe dentro de nós desde o momento da fecundação, e permaneceu lá, quietinho como uma semente que aguarda as condições propícias que irão determinar a quebra da dormência. Aliás, este amor é o motivo da fragilidade humana. É ele o responsável pela dor que sentimos na hora do adeus. É a ele e às suas várias faces e formas que devemos atribuir a culpa de todos os nossos crimes, dos ínfimos aos soberbos. E aos criacionistas, atrevo-me em dizer que o amor foi a grande jogada de Quem nos criou, é a garantia de que permaneceremos eternamente inferiores a Ele. É como nos filmes futuristas, onde o engenheiro que projeta o andróide sempre esconde nele um mecanismo de falha, o qual garantirá ao criador o controle permanente de sua criação. Quanto às condições propícias ao desenvolvimento do amor - citadas no parágrafo inicial - gostaria agora de fazer duas considerações importantes: - A primeira é a de que a aparência física nunca foi e nunca será a responsável pelo amor entre duas pessoas, caso contrário seria impossível um deficiente visual amar outra pessoa, e os idosos fatalmente deixariam de se amar após sofrerem as cruéis e inevitáveis conseqüências do tempo e da gravidade. A Aparência é mero recurso visual, assim como flores de cerejeiras. Ambas realizam sua única tarefa - atrativos - depois literalmente caem e deixam espaço para a química que deverá rolar daí em diante. - A segunda consideração é sobre esta química recém-mencionada. É obvio que não vou explicar o que acontece no ovário das flores após a queda das pétalas, hoje meu objetivo é tentar explicar como este amor irá aflorar nos corações da gente. Nietzsche dizia que ao pensar sobre a possibilidade do casamento, todas as pessoas deveriam se fazer a seguinte pergunta: "Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?". Com estas palavras e um pouco de experiências próprias, adquiridas em quase vinte anos de existência (e quase vinte e nove meses de relacionamento), acredito que encontrei a resposta que tanto procurava. O fator responsável por desencadear o "efeito amor" em nossos corações são as palavras! Afinal tudo nesta vida é transitório, a imagem que vemos hoje no espelho não é a mesma que veremos em breve, e os únicos relacionamentos que são capazes de desafiar o tempo, são aqueles construídos sobre a arte de conversar. (se nesse momento você lembrou da história: As mil e uma noites, saiba que não foi mera coincidência). Creio que esta seja a justificativa correta para o desabrochar do amor, e aos mais atenciosos digo que também é uma preciosa dica! Contudo, digo também que cometi uma falha nesta explanação. Deixei de comentar sobre algo importantíssimo, mas que tenho certeza de que haverá alguém humano o bastante para não deixar que isso passe em branco. Por hoje é só. Paz a todos, fiquem bem...
- Postado por: Rafael M. Oliveira às 00h25
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CONSIDERAÇÕES SOBRE A FELICIDADE

Uma das regras que o mundo sempre impôs às pessoas é a de que todos nós devemos ser felizes, como se a felicidade não tivesse um significado individual para cada um. Com isso nascem também algumas frustrações, resultados de um sonho alheio que não foi atingido. A felicidade não pode ser vista como uma meta, pois não existe um caminho único e seguro para atingi-la. Você pode desejar muito passar no vestibular, e até mesmo acreditar que isso trará a felicidade, mas sair com os amigos para tomar sorvete também não o fará feliz? Daí conclui-se que a felicidade é um estado de espírito e não uma meta. Esta mesma felicidade também pode assumir significados diferentes e até mesmo opostos dependendo da pessoa interrogada, portanto é importante não desejar para si mesmo, a felicidade de outras pessoas. Um exemplo disso são as pessoas que dizem que não serão felizes enquanto não se casarem, enquanto outras se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Por fim, vale lembrar um trecho da entrevista do psiquiatra Roberto Shinyashiki à revista Isto É, onde ele descrevia suas experiências adquiridas no início de carreira, quando trabalhava na ala terminal de um hospital em São Paulo: “ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades de aproveitar a vida”. Portanto não devemos nos iludir com metas e métodos, nem almejar aquilo que é motivo de felicidade para outras pessoas, a verdadeira felicidade consiste em aproveitar melhor cada momento de nossas preciosas vidas.
***Embora Shinyashiki produza a abominável literatura de auto-ajuda, recentemente li duas passagens dele que pude aproveitar muito bem. Uma delas está neste post, a outra está no post "Quem Sobrevive?", de alguns dias atrás.
- Postado por: Rafael M. Oliveira às 23h26
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EM TERRA DE CEGO, QUEM TEM UM OLHO É REI!

Hoje em dia, início do século XXI, muito se fala a respeito das vantagens em fazer um curso de nível superior e, mais ainda, sobre as vantagens de fazê-lo em uma universidade pública, mas tais comentários não são muito otimistas. É notável o grande número de pessoas que têm o terceiro grau completo e estão desempregados ou trabalhando em algo totalmente desvinculado de sua formação. Daí surge a dúvida se tal formação realmente compensa. Outros tantos criticam as universidades particulares, alegando que estas não estão preparando de forma adequada seus alunos, deixando-os em situação desfavorável em relação a alunos de universidades públicas. Infelizmente a população brasileira é assim, mal informada e com uma visão extremamente curta sobre o que acontece a sua volta. A sociedade atual é globalizada, os países são industrializados, a tecnologia e a ciência alcançaram patamares que há vinte anos acreditavam-se impossíveis de alcançar. Tudo parece ter crescido e se desenvolvido, menos a sociedade brasileira, e diante deste quadro, torna-se impossível dizer que o ensino superior não compensa. E em meio a este atraso, aquele que mais se preparar, mesmo que em universidades particulares, com certeza sobressair-se-á diante dos demais.
- Postado por: Rafael M. Oliveira às 01h21
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VIZINHOS DISTANTES
Desde o século XVIII, quando foi criada a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a humanidade caminha imaginando-se amparada em seus direitos, porém hoje, início do século XXI, algumas pessoas aplicam estes direitos de formas deturpadas. Aconteceu em São Paulo, no começo de 2006, um protesto durante o lançamento de um condomínio de luxo no bairro do Morumbi. Os moradores da favela Jardim Panorama sentiam-se ameaçados pelo risco de perderem seus barracos e também indignados pela grandiosidade do investimento, enquanto há muita gente em situação precária no Brasil. Analisando-se o ponto de vista dos moradores da favela, percebe-se um descaso para com eles, e até mesmo uma violação de seus direitos, mas e olhando-se para os dois lados? Analisando-se a situação como um todo, a situação muda um pouco de figura. Thomas Hobbes dizia que todos os homens têm o direito de usar livremente o próprio poder para conservação da vida, desde que não se ultrapassem os limites da razão e do juízo, e que todo o processo fosse feito de forma idônea. O projeto do condomínio segue rigorosamente esta linha. É com o objetivo de garantir-se a segurança e uma melhor condição de vida para os filhos, que muitas pessoas optam por um condomínio deste tipo, e, teoricamente, é com o próprio esforço que o conseguem. Confrontando-se os dois lados, pode-se claramente perceber que não há certos e errados nesta situação, há apenas desfavorecidos por uma condição que se encontra legalmente prevista nas entrelinhas de nossa Constituição.
***Faz cerca de três meses que escrevi este. Decidi postá-lo, pois não estou tendo tempo para escrever algo mais recente, mas considero esse tema algo no mínimo importante. Abraços a todos, fiquem bem...
- Postado por: Rafael M. Oliveira às 00h37
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DESCONHECIDOS
"... então erguemos muros que nos dão a garantia de que morreremos cheios de uma vida tão vazia. Nas grandes cidades de um país tão violento, os muros e as grades nos protegem de quase tudo, mas o quase tudo quase sempre é quase sempre é quase nada, e nada nos protege de uma vida sem sentido...".
Engenheiros do Hawaii.
Em frente minha casa há um sobrado no qual mora uma família há cerca de três anos. Não é a primeira família a residir ali, pois se tratando de uma casa grande e com piscina, o aluguel obviamente não é baixo e como de costume, as pessoas vão "pingando" de casa em casa, acumulando aluguéis vencidos. Aconteceu que hoje ao sair para o cursinho fui parado por uma moça que me perguntou se ali morava o Sr. Joaquim Barbosa. Fiquei parado uns instantes, mudo, como se estivesse buscando essa informação em algum disco rígido. Logo em seguida, ainda mergulhado no mundo particular de meus pensamentos, deparei-me com a mensagem: "arquivo não encontrado". A moça sorriu e perguntou-me o que estava acontecendo, se eu me sentia bem - certamente ela havia estranhado minha cara de bobo enquanto tentava encontrar a resposta para sua pergunta - fui forçado a dar uma resposta! -Me desculpe, mas não sei dizer... (inventei uma desculpa para justificar o fato de não conhecer meu vizinho), ela agradeceu e eu segui meu caminho, pensando... Agora ficam as dúvidas: por que não conheço meu vizinho? Será que é certo ter uma família inteira morando há poucos metros de você e nem sequer saber seus nomes?
***Mudando um pouco de assunto: domingo (26/11), estarei fazendo a prova da Fuvest e logo em seguida será a vez da Unesp, é bem provável que por causa disso eu não post aqui por um bom tempo.
- Postado por: Rafael M. Oliveira às 16h24
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QUEM SOBREVIVE?
Hoje recebi uma apresentação de slides por e-mail, tratava-se de uma entrevista com o psiquiatra Roberto Shinyashiki. Várias perguntas foram feitas, mas uma em especial me chamou a atenção, aliás, não foi a pergunta e sim a resposta. Shinyashiki disse que todos nós temos em nossos peitos dois grandes cães. Um deles é dócil, gentil e amigo, mas o outro é selvagem, faminto e cruel. Com isso ele foi questionado novamente, sobre qual dos cães sobreviveria nos dias de hoje e sua resposta foi: "Aquele que eu alimentar". O que eu (Rafael) penso disso? Penso que às vezes seria melhor alimentar os dois! Por hoje não tenho mais nada a dizer...
- Postado por: Rafael M. Oliveira às 12h52
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-Layout por Rafael M. Oliveira-
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